Por que engordo mesmo comendo pouco?

Bianca Enricone - Por que engordo mesmo comendo pouco - Foto Divulgação

Por que engordo mesmo comendo pouco? 7 razões que quase ninguém explica

Uma das frases que mais escuto no consultório é:

“Bianca, eu engordo mesmo comendo pouco.”

E, para muitas pessoas, isso parece impossível.

Afinal, somos ensinados a acreditar que ganhar peso acontece apenas porque comemos demais. Mas o corpo humano é muito mais complexo do que uma simples conta matemática.

Quando alguém diz “engordo mesmo comendo pouco”, muitas vezes está descrevendo um conjunto de fatores que envolvem inflamação, metabolismo, hormônios, intestino, estresse e hábitos acumulados ao longo do tempo.

Antes de culpar sua falta de disciplina, vale a pena entender o que realmente pode estar acontecendo.

 

1. Engordo mesmo comendo pouco: será que o problema é inflamação?

Nem todo aumento de peso representa apenas gordura corporal.

Em muitos casos, existe retenção de líquidos, inflamação silenciosa e alterações metabólicas que fazem o corpo parecer mais pesado e inchado.

A inflamação pode ser alimentada por diversos fatores:

  • alimentação ultraprocessada;
  • excesso de açúcar;
  • privação de sono;
  • estresse constante;
  • alterações intestinais.

Quando o organismo vive em estado inflamatório, ele tende a funcionar de forma menos eficiente, dificultando o equilíbrio do peso.

 

Bianca Enricone - Corpo Leve em 21 Dias - Foto Divulgação
Bianca Enricone – Corpo Leve em 21 Dias – Foto Divulgação

2. Engordo mesmo comendo pouco: o intestino pode estar influenciando?

Muitas pessoas associam o intestino apenas à digestão.

Mas ele participa de processos muito maiores.

A saúde intestinal influencia:

  • absorção de nutrientes;
  • resposta inflamatória;
  • funcionamento imunológico;
  • produção de neurotransmissores;
  • regulação metabólica.

Quando existe desequilíbrio da microbiota, o organismo pode apresentar mais inflamação, mais compulsão alimentar e maior dificuldade para manter o peso saudável.

Por isso, quando alguém afirma “engordo mesmo comendo pouco”, olhar para o intestino costuma ser um passo importante.

 

3. Dietas repetidas podem desacelerar adaptações metabólicas

Existe um fenômeno bastante comum entre pessoas que passaram anos fazendo dietas restritivas.

O organismo aprende a trabalhar com menos energia disponível.

Isso não significa que o metabolismo “parou”.

Mas significa que o corpo começa a se adaptar para sobreviver gastando menos.

Por isso, algumas pessoas comem pouco, fazem dieta constantemente e ainda assim encontram enorme dificuldade para emagrecer.

Quanto mais agressiva a restrição, maior pode ser a tendência do corpo a economizar energia.

 

4. O estresse pode fazer você engordar mesmo comendo pouco

O corpo não responde apenas à comida.

Ele também responde ao ambiente.

Quando vivemos sob pressão constante, o organismo ativa mecanismos de sobrevivência.

Níveis elevados de estresse por longos períodos podem contribuir para:

  • aumento da fome emocional;
  • maior desejo por açúcar;
  • pior qualidade do sono;
  • maior acúmulo de gordura abdominal.

É por isso que duas pessoas com alimentação semelhante podem apresentar resultados completamente diferentes.

O contexto biológico importa.

 

5. Dormir mal altera os sinais de fome e saciedade

Muitas vezes, quem pensa:

“engordo mesmo comendo pouco”

não percebe que o sono está participando diretamente do problema.

Durante o sono acontecem processos fundamentais de recuperação física e metabólica.

Quando o descanso é insuficiente, podem ocorrer alterações em mecanismos relacionados à fome, à saciedade e ao equilíbrio energético.

Além disso, a privação de sono favorece o cansaço, reduz a disposição para atividades físicas e aumenta a procura por alimentos altamente palatáveis.

 

6. A vontade de doce nem sempre é falta de disciplina

Essa talvez seja uma das maiores fontes de culpa.

Muitas pessoas acreditam que a vontade de doce acontece apenas por falta de força de vontade.

Mas existem outros fatores envolvidos.

Entre eles:

  • oscilações glicêmicas;
  • estresse;
  • hábitos condicionados;
  • sono inadequado;
  • alimentação desequilibrada.

Em alguns casos, a busca por doces pode representar uma tentativa do organismo de encontrar energia rápida ou conforto emocional.

Entender isso é muito mais útil do que simplesmente se culpar.

 

7. O peso costuma ser consequência, não a causa

Talvez esta seja a reflexão mais importante.

Muitas pessoas passam anos tentando combater apenas o peso.

Mas o peso frequentemente é o resultado visível de processos invisíveis.

Inflamação.

Estresse.

Sono ruim.

Desequilíbrios intestinais.

Hábitos acumulados.

Quando o organismo encontra um ambiente mais favorável, ele tende a responder melhor.

Por isso, a pergunta nem sempre deveria ser:

“Como eu perco peso?”

Mas sim:

“Por que meu corpo está encontrando dificuldade para funcionar em equilíbrio?”

 

O que você pode fazer hoje se sente que engorda mesmo comendo pouco

Se você chegou até aqui, talvez esteja percebendo que o excesso de peso nem sempre é apenas uma questão de quantidade de comida.

A boa notícia é que existem algumas atitudes simples que podem ajudar você a começar a observar o seu corpo de uma forma diferente.

a) Pare de reduzir comida cada vez mais

Muitas pessoas passam anos alternando entre dietas restritivas.

Quando o peso não diminui, a primeira reação costuma ser comer ainda menos.

Mas nem sempre essa é a melhor estratégia.

O organismo precisa de nutrientes para produzir energia, regular hormônios e manter o metabolismo funcionando adequadamente.

Antes de iniciar mais uma restrição, vale a pena avaliar se o seu corpo está realmente recebendo o que precisa.

b) Observe sinais de inflamação silenciosa

Nem toda inflamação causa dor.

Às vezes ela aparece através de sinais sutis como:

  • inchaço frequente;
  • retenção de líquidos;
  • desconforto intestinal;
  • dificuldade para emagrecer;
  • vontade excessiva de doces;
  • sensação de peso constante.

Esses sinais podem indicar que existe algo além da simples ingestão de calorias.

c) Trate o sono como parte da estratégia

Muitas pessoas investem energia apenas na alimentação e esquecem do sono.

No entanto, dormir mal afeta diversos processos relacionados ao equilíbrio metabólico.

Quando o organismo não descansa adequadamente, tende a funcionar em estado de alerta, dificultando a recuperação e o equilíbrio.

d)Comece pelo básico

Em vez de buscar soluções extremas, experimente fortalecer os pilares fundamentais:

  • hidratação adequada;
  • alimentos menos processados;
  • consumo adequado de proteínas;
  • rotina previsível;
  • movimento diário;
  • momentos de desaceleração.

Pequenas mudanças sustentáveis costumam gerar mais resultados do que grandes transformações que duram apenas alguns dias.

e) Pare de lutar contra o seu corpo

Talvez este seja o passo mais importante.

O excesso de peso não é necessariamente um sinal de preguiça, falta de caráter ou ausência de disciplina.

Muitas vezes, ele é apenas a forma que o organismo encontrou para lidar com um ambiente interno que precisa de atenção.

Antes de travar uma batalha contra o seu corpo, tente compreender o que ele está tentando comunicar.

Reset Biológico 21 Dias
Bianca Enricone – Reset Biológico 21 Dias – Foto Divulgação

Conclusão

Se você costuma pensar “engordo mesmo comendo pouco”, saiba que não está sozinha.

O corpo humano é muito mais complexo do que simplesmente contar calorias.

Antes de concluir que seu problema é falta de disciplina, vale a pena investigar fatores como inflamação, intestino, sono, estresse e adaptações metabólicas.

Emagrecer não é apenas comer menos.

É criar condições para que o organismo volte a trabalhar de forma equilibrada.

Quando entendemos os sinais do corpo, deixamos de lutar contra ele e começamos a trabalhar ao seu lado.

 

Mentoria Estratégica de Longevidade

Bianca Enricone – Mentoria Estratégica de Longevidade – Foto Divulgação

 

Bianca Enricone é farmacêutica e terapeuta há 27 anos e pioneira em medicina integrativa e medicina quântica informacional no Brasil. Já atendeu mais de 3.000 pacientes com protocolos integrativos, combinando ciência tradicional e tecnologia quântica. Criadora do método Biokorê ajudando pessoas a recuperarem sua vitalidade através de protocolos personalizados de desintoxicação e reequilíbrio corporal. Ainda é especialista em tratamentos vibracionais com tecnologia Quantec.

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Fotos: Divulgação / Arquivo Pessoal

Fonte: Bianca Enricone

Assessora de Imprensa

Leia também: Regeneração celular:

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Uma resposta

  1. Muito interessante o texto e as explicações individualizadas .
    Acho que tenho sim problemas internos e não são poucos.
    Eu tbm como muito por ansiedade; como frutas; verduras; legumes mas camo carboidratos que sou bem chegada .
    Gostaria muito de emagrecer estou 120 kg

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